quarta-feira, 7 de abril de 2010
KEPL3 - KEPLER WEBER
Rossi: supersafra é resultado da união dos produtores e governo ( 13:47 - 07/04/2010 )
“A supersafra de grãos é fruto da união entre o trabalho do agricultor brasileiro e o apoio do governo à agricultura para o aumento da produção e manutenção do setor como um dos mais importantes na economia do País”, destacou, nesta quarta-feira (7), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, durante o anúncio do 7º levantamento da produção de grãos. A colheita estimada para a safra 2009/2010 é de 146,3 milhões de toneladas, a maior da história.
O volume, de acordo com a pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é 1,5% superior à safra 2007/2008, a maior até então. Segundo o ministro, as possíveis dificuldades oriundas do excesso de produção poderão ser resolvidas. Para isso, Rossi aposta na armazenagem nas fazendas.
Ele explicou que, recentemente, técnicos do Ministério da Agricultura e da Conab formularam proposta de financiamento a longo prazo, com juros subsidiados e carência para produtores que queiram adotar silos nos locais de produção.
Essa falta de armazenagem nas áreas de plantio obriga o produtor a vender o produto imediatamente após a colheita, deixando-o vulnerável perante o mercado. “A proposta dá ao produtor um novo nível no mercado. Ele passa a ser controlador do seu momento de venda e um negociante em condições vantajosas para enfrentar os altos e baixos dos mercados de commodities”, avaliou.
Comercialização - O ministro assegurou, ainda, o esforço do governo em manter a garantia de preços mínimos para apoio à comercialização, diante da safra recorde. “Vamos encontrar um norte seguro para que os agricultores se sintam confortáveis para aumentar a produção destinada ao consumo interno e à exportação”, concluiu.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
KEPL3 - KEPLER WEBER
Brasília (7.4.2010) - O Brasil vai colher safra recorde de grãos. A pesquisa da produção no ciclo 2009/2010, divulgada nesta quarta-feira (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi estimada em 146,31 milhões de toneladas. O resultado do sétimo levantamento do ano é o melhor da história, 8,3% superior às 135,13 milhões de toneladas da última safra. O desempenho é também 1,6% maior que o do mês passado (143,95 milhões de toneladas) e supera o último recorde, registrado no ciclo 2007/2008, quando a produção foi 144,14 milhões de toneladas.
O bom regime de chuvas nas áreas de maior produção, a ampliação de área do milho segunda safra e a antecipação do plantio da soja no estado de Mato Grosso foram os grandes responsáveis por este desempenho. A soja deve alcançar 67,39 milhões de toneladas, 17,9% ou 10,22 milhões de toneladas a mais que na safra anterior.
O milho segunda safra teve aumento de 19,5%, totalizando 20,73 milhões de toneladas. O resultado foi influenciado pela previsão de crescimento de 3% na área e de 15,9% na produtividade. Somadas a primeira e a segunda safras do cereal, a produção atingiu 54,14 milhões de toneladas, ganho de 6,1% em relação ao período passado, o que representa 3,13 milhões de toneladas a mais.
Cerca de 50% da safra já foi colhida. Em Mato Grosso, a colheita está em fase final; Goiás e Paraná, em 63%; e Rio Grande do Sul, 27%. Em todo o País, a situação é de 60% para o milho primeira safra, de 65% para a soja e de 40% para o arroz. O feijão primeira safra foi todo colhido.
Área - Algumas culturas tiveram ampliação de área, embora não tenham contribuído para elevação do total plantado, 47,60 milhões de hectares, inferior em 0,2% (74 mil hectares) ao ciclo 2008/2009. O milho segunda safra registrou aumento de 24,8% (374,8 mil hectares) em Mato Grosso e de 13,8% (51,3 mil hectares) em Goiás. A soja também teve elevação de área, de 6,8% (1,48 milhão de hectares), ao contrário de outros grãos como o arroz (- 115,1 mil hectares), o milho primeira safra (-1,23 milhão de hectares), o feijão segunda safra (-268,1 mil hectares) e o algodão (-7,2 mil hectares).
A pesquisa de campo foi realizada por 68 técnicos da Conab, que ouviram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados em todos os estados, no período de 15 a 26 de março. (Raimundo Estevam/Conab)
http://extranet.agricultura.gov.br/pubacs_cons/!ap_detalhe_noticia_cons_web?p_i d_publicacao=17108
KEPL3 - KEPLER WEBER
ESTÁ ACUMULANDO HÁ UM BOM TEMPO.
MAIS UMA QUE ENTRA PRA CARTEIRA HJ.
RPMG4 - REFINARIA DE PETROLEO MANGUINHOS
RPMG4
ENTREVISTA-Lima diz que China estará nas próximas rodadas da ANP
DENISE LUNA REUTERS
Recém-chegado de uma viagem de nove dias ao gigante asiático, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, já dá como certa a participação das estatais chinesas nos próximos leilões da ANP, e vê também boas perspectivas para outros investimentos no Brasil, como refinarias.
"Os chineses manifestaram muito interesse e querem entender as regras do jogo. Fui lá falar sobre as nossas regras, o novo marco, explicar como são as coisas", disse Lima à Reuters.
Ele se disse pessimista entretanto sobre a realização da 11a rodada este ano, devido às eleições presidenciais do segundo semestre e a demora para aprovar as áreas já escolhidas pela ANP.
"Fizemos cálculos e vimos que (o tempo) está apertado", disse Lima, informando que as áreas escolhidas pela ANP, "que vão da bacia do Recôncavo (BA) pra cima, mas em terra, águas rasas e profundas", serão avaliadas na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho.
"Vai chegar perto do Natal, e por ai não dá", explicou o executivo lembrando que existiam ainda vários prazos legais para a realização dos leilões. 2009 foi o primeiro ano, desde 1999, que o Brasil não realizou leilões de áreas de petróleo.
OLHO NO BRASIL
Lima foi à China a convite do diretor-geral da Administração Geral de Energia do país, Zhan Guobao. Ele participou da Conferência Brasil-China para Promoção de Investimentos, na qual estava também o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.
Ele avalia que os chineses estão em um estágio de entender o setor de energia no Brasil para ampliar atuação.
"Eles querem saber como entram aqui", ressaltou o executivo. "Eles já estão fazendo negociações de farm in/farm out (compra de participação em blocos)... Eles querem comprar de quem quiser vender, fui explicar as regras de como podem fazer isso", disse.
A visita do presidente chinês, Hu Jintao, ao Brasil, na próxima semana, dará prosseguimento à aproximação das estatais chinesas com a ANP, segundo Lima, que já programa mais uma reunião com Zhan Guobao.
Para Lima, Brasil e China possuem complementaridades, apesar de algumas diferenças culturais. Sempre muito educados, os chineses não deixaram de criticar, no entanto, a demora na obra do Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste), que recebeu capital chinês e foi inaugurado no final de março.
"Fui brindar ao Gasene. Eles brindaram, bateram palmas, mas não deixaram de observar delicadamente que (a obra) já podia ter sido inaugurada dois anos atrás", observou Lima.
Outro obstáculo que terá que ser contornado é a determinação de serem investidores majoritários em refinarias, por exemplo, o que impede uma sociedade nas novas refinarias Premium da Petrobras.
"Eles querem ser parceiros majoritários e eu mostrei que a Petrobras não faz isso, o que precisa é eles colocarem a refinaria deles aqui, com parceiros brasileiros que se disponham a ser minoritários".
Segundo Lima, a idéia é de que eles construam uma refinaria para exportar gasolina para a China, que já seria exportada misturada ao etanol brasileiro.
"Eles refinariam nosso petróleo, juntariam o petróleo com etanol na base e importariam a gasolina brasileira já misturada de etanol, eles acharam uma idéia muito boa e estão discutindo", revelou.
Lima lembrou que a China tem 660 bilhões de dólares para investir no mundo, e que apesar do fluxo comercial entre o Brasil e a China ter pulado de 1,5 bilhão de dólares em 1999 para 36 bilhões de dólares no ano passado, apenas 7 por cento vem do setor de petróleo.
"Tem um largo caminho a explorar aí e a visita do presidente (da China) é uma prova do interesse em consolidar os negócios em andamento", afirmou.
DINHEIRO PARA PETROBRAS
Presente no mesmo evento que o diretor da Petrobras, Almir Barbassa, Lima comentou que a China poderá emprestar mais 10 bilhões de dólares para a estatal brasileira em troca de importações de petróleo, a exemplo do que já fez no ano passado.
"O banco de fomento chinês já emprestou 10 bilhões de dólares e está em cogitação um novo empréstimo, também de 10 bilhões em troca de petróleo", informou Lima sobre notícia negada pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, no final de março, mas que tem circulado no mercado.